Inspire os alunos a desenvolver o espírito esportivo

Competição estudantil reuniu mais de 800 alunos atletas e coroou ações de excelência dentro e fora da classe

Fotos: Divulgação CVPS | Adaptação web Caroline Svitras

 

Tradicionalmente, o Colégio Visconde de Porto organiza um grande torneio esportivo por ano, sempre alusivo a eventos como Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos ou Olimpíadas. Dessa vez, como a inspiração veio das competições esportivas que aconteceram no Rio de Janeiro, foi realizada a Portolimpíada, uma grande competição estudantil que reuniu 850 alunos atletas das três unidades da instituição, que engloba desde o Ensino Infantil ao Médio, que participaram de atividades práticas e teóricas dentro e fora da sala de aula. Com essa mega-ação, o colégio tinha como objetivo tanto incentivar a integração e o amor pelo esporte quanto trabalhar valores como cooperação, amizade e determinação.

 

Tudo começou em abril e prosseguiu até fim das Olimpíadas de 2016. O tema como um todo foi trabalhado em diversas disciplinas e contemplado com exposições e apresentações artísticas dos alunos, de forma semelhante à festividade oficial. Até o treinamento esportivo aliou preparo técnico de excelência, com equipamentos de ponta, ao trabalho com valores.

 

 

Para tanto, atletas olímpicos como Fabiana Murer do salto com vara, Virna Dias do vôlei, Henrique Tavian da esgrima, Tess e Amanda Oliveira do polo aquático, entre outros, foram convidados para interagir com os estudantes que, a partir do contato com eles, criaram projetos fantásticos lincados ao aprendizado do dia a dia, momento em que cultura e esporte fizeram um grande viagem pelas nações, para apresentar os símbolos, as diversas modalidades, os ídolos olímpicos mundiais, além de outros detalhes pertinentes. Mas, nesse ínterim, as aulas magnas não foram só ministradas por atletas famosos, pois famílias de alunos e ex-estudantes do colégio também compartilharam suas vivências olímpicas com um entusiasmo ímpar, que despertou a alegria e o interesse naqueles que presenciaram a participação deles.

 

Em meio a todo esse trabalho que teve como base a insistência criativa, principalmente das crianças, nem a parte psicológica do aluno atleta foi esquecida. Para não podar as habilidades de nenhum deles, foi demonstrado que esporte, sobretudo, é prazer e conquistas nem sempre são alcançadas por “n” fatores. “A preparação do aluno é muito mais do que valorizar o desempenho e o resultado. A escola tem um papel fundamental em descobrir talentos, mas também em reforçar os laços de cooperação e amizade e valores como determinação e esforço. Por isso, levamos o discente a perceber que, independente de derrotas ou vitórias, realizar o seu melhor, respeitando as adversidades e os limites, é o que vale”, diz Alexandre Calixto, Coordenador Institucional de Esportes do Colégio.

 

O resultado de todo esse processo foi uma grande festa, repleta de caravanas de alunos que, graças a ônibus especiais, deslocaram-se de uma unidade a outra, para fazer parte da abertura do evento, da corrida com a tocha, das etapas esportivas, da premiação e do grande encerramento da Portolimpíada que, por sua vez, imprimiu ao DNA de cada participante da celebração esportiva certa euforia e uma overdose heroica que, a médio e longo prazo, aumentará o interesse individual pela prática esportiva.

 

 

Tudo é possível

Se até aqui você já está comparando a estrutura de sua escola com a do Colégio Visconde de Porto ,que realmente é sensacional, Calixto enfatiza que todo projeto voltado para o esporte começa pela boa vontade aliada ao espírito de educador. “Ambos são responsáveis por fazer o professor incorporar a instituição de ensino na qual atua o que ele realmente acredita, muitas vezes, pelo esforço próprio, devido ao triste cenário com o qual nos deparamos na maioria das escolas públicas”, explica o Coordenador Institucional de Esportes.

 

Diante dessa situação, considerando ainda que o trabalho esportivo de base deveria acontecer dentro da escola, em vez de reclamar da posição do Brasil no quadro de medalhas olímpicas, arregace as mangas e vá à luta, porque os nossos principais campeões olímpicos chegaram lá por vontade própria e, na maioria das vezes, desacreditados, com pouco ou sem apoio, inclusive em relação à parte financeira.

 

Portanto, se não há quadras nem equipamentos na escola, cabe ao professor de Educação Física improvisar, usar a teoria para falar de modalidades esportivas e apresentar grandes nomes dos esportes para chamar a atenção das crianças, principalmente, porque a introdução de qualquer modalidade depende de etapas, que podem ou não formar um possível medalhista. Além disso, como ainda frisa Calixto, para fazer atletismo, por exemplo, basta um par de tênis, calçado que quase toda criança tem. Já no que se refere à ginástica, esporte que chamou a atenção nas últimas Olimpíadas, mas requer equipamentos bem específicos, no Ensino Fundamental ela pode se resumir aos movimentos básicos, como estrelas e rolamentos, que podem ser realizados até no chão em meio a muita diversão!

 

Adaptado do texto “Portolimpíada agita a escola”

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 144