Realize experiências que comprovam a fabilidade do olho

Com esses experimentos simples, a criançada vai comprovar que, por vezes, é possível enxergar o que realmente não existe

Foto: Arquivo 2D | Adaptação web Caroline Svitras

 

 

O primeiro experimento se refere ao Disco de Newton, dispositivo utilizado em demonstrações de composição de cores, que surgiu após o físico e matemático inglês Sir Isaac Newton constatar que a luz branca do Sol é composta pelas mesmas cores do arco-íris. Logo, como a luz que consideramos branca, na verdade, é composta de várias cores, com o experimento, a criançada poderá verificar essa hipótese de modo prático.

 

 

O Disco de Benham

Criado em 1894, pelo fabricante de brinquedos Charles Benham, devido às cores preta e branca, ao ser girado sobre si mesmo, ele cria a ilusão de cores que, por sua vez, difere de pessoa para pessoa. Tal fenômeno decorre dos três tipos de cones que temos em nosso sistema visual. Como eles não reconhecem os “flashes” do preto e do branco com uma rapidez idêntica, os sinais emitidos em direção ao cérebro não chegam ao mesmo tempo. Em decorrência desse fato, dá-se a produção de cores distintas. Para elaborar o Disco de Benham, basta reproduzir um dos desenhos destacados no pôster sobre um disco de cartolina com aproximadamente 15 cm e, em seguida, seguir os passos do experimento anterior.

 

Foto: ias.sdsmt.edu

 

 

A formação das imagens 3D

As cenas que, ultimamente, ganharam as telas do cinema e da televisão, formam-se a partir um filtro colorido que, por sua vez, apresenta diversos níveis de profundidade, que criam uma ilusão óptica de altura, largura e espessura. Também chamada de esterioscópica, esse tipo de imagem depende muito do fato de possuirmos visão binocular (dois olhos). Por isso, se, diante de cenas 3D, fechamos um dos olhos, grande parte da noção das distâncias entre os objetos se perde. O porquê é simples: os nossos dois olhos captam a imagem do mesmo objeto em posições diferentes, devido à distância natural existente entre eles. Depois, em frações milionésimas de segundo, eles enviam essas imagens (em forma de impulsos) ao cérebro que, ao recebê-las em tempos diferentes, acaba por sobrepô-las. Com o uso dos filtros, a sensação proporcionada pela sobreposição se amplia, momento em que adquire um aspecto 3D.

 

 

 

 

 

Adaptado do texto “A falibilidade do olho em evidência”

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 95