Conceitos básicos da propagação do som

O som faz parte do dia a dia e qualquer pessoa pode perceber que no cotidiano urbano ou rural há diferentes tipos de sons

Foto: Itaci Batista | Adaptação web Caroline Svitras

 

Alguns sons são muito agradáveis e se associam a sensações prazerosas; outros são incômodos ou até dolorosos; e há também aqueles que se tornam imperceptíveis devido à “mistura” de variados tipos de sons. Já em relação aos instrumentos, as ondas audíveis se originam em cordas vibrantes, como as do violino ou das cordas vocais; em colunas de ar em vibração, como as do órgão, do clarinete ou da flauta d’água; e em placas e membranas vibrantes, como as do xilofone, do altifalante ou do tambor.

Em todos esses instrumentos, a vibração comprime alternadamente o ar à volta deles, durante seu movimento para diante, rarefazendo-o em seu retorno. Ao ar, cabe transmitir essas perturbações sob a forma de uma onda que se propaga a partir da fonte. Ao penetrar no ouvido, essas ondas provocam a sensação sonora. Já a velocidade do som varia de meio material para meio material e é dada de acordo com a rapidez com que as ondas sonoras se propagam. Portanto, no ar, a velocidade do som é diferente da velocidade do som na água. Complicado? Nem tanto, se, na prática, for usado um vidrofone que, além de trabalhar a acuidade auditiva das crianças, ainda ajuda a demonstrar tudo isso de uma maneira bem mais fácil!

 

Materiais:

  • 8 potes (ou garrafas) de vidro iguais (usamos os de palmito)
  • Corante alimentício líquido em 8 cores diferentes
  • Água
  • Palito de churrasco
  • 2 tampas de PET
  • Fita colante colorida (de preferência, de cor idêntica a das tampinhas)
  • Cola instantânea
  • Ferro de solda (ou prego e alicate)

 

 

Dica: antes de usar o prego, segure-o com o alicate e aqueça-o diretamente no fogo. Se quiser,
tampe os potes para evitar o derramamento de água pela sala de aula, caso haja algum incidente.

 

 

 

Para desenvolver a atividade

Como o vidrofone é tocado com o bastão, a nota mais grave será obtida mediante o toque da baqueta no pote de vidro que contém mais água e, em consequência, a mais aguda surgirá do que contém menos água. Por conseguinte, é a quantidade de água que determinará cada uma das notas.

Em seguida, mostre aos alunos que eles tanto podem explorar os potes de vidro de forma sequencial quanto alternada, pois a intenção do experimento é fazê-los sentir como se dá a propagação do som de acordo com a quantidade de água no pote.

 

 

Terminada essa etapa, faça com que discutam como se dá a emissão do som do vidrofone. Eles terão que chegar à conclusão que ele é produzido a partir da percussão do recipiente que contém água. Nesse momento, explique que o vidro vibra e transmite a vibração ao ar do seu interior que, por sua vez, irá produzir o som, que se propagará para o meio externo.

Após eles verificarem a veracidade dessa afirmação, estimule o toque em posições distintas, para que também percebam a variação do tipo de som emitido por cada pote quando tocado em diferentes locais.

Por último, se quiser fazer a “afinação” correta do instrumento, peça o auxílio do professor de música ou de alguém com acuidade auditiva, que possa reconhecer as notas da escala musical emitidas pelos potes com água. Com a ajuda dele, as crianças poderão anotar ou etiquetar as respectivas notas musicais. Depois, de forma interdisciplinar, ainda será possível incentivá-las a reproduzir uma música simples.

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 112