Benefícios da natação para crianças

Perfeito para desenvolver a motricidade infantil, o esporte que é atraente devido ao próprio meio onde é praticado, requer esforços que combate o sobrepeso, mas não provoca lesões na criançada

Fotos: zastavki.com | Adaptação web Caroline Svitras

 

Em tempos de combate à obesidade, além da boa alimentação, faz-se necessário conscientizar as crianças sobre a importância dos exercícios físicos. Teoricamente, isso é bastante fácil, basta expor os benefícios que os esportes trazem. Mas, na prática, a situação se complica, porque a maioria adora ficar na frente do computador e mesmo quando não está com sobrepeso, devido ao sedentarismo, cansa-se rapidamente durante uma aula de Educação Física. Além disso, esforços não habituais podem causar lesões nos alunos. Por isso, a natação ainda se mostra como uma prática ideal. A água, matéria-prima do esporte, atrai naturalmente as crianças que se veem imersas em um ambiente desprovido de efeitos agressivos, mas que apresenta características relaxantes, que favorecem as funções orgânicas. Embora muitas possam sentir dificuldades em relação à aprendizagem motora da atividade, as brincadeiras dirigidas que devem acontecer na piscina antes da aula propriamente dita, já as fazem buscar o equilíbrio corporal necessário para o esporte e isso contribui de forma significativa para o desenvolvimento cognitivo, socioafetivo e motor das crianças.

 

 

Vantagens da prática do esporte

A água, por si só, propicia uma liberdade de movimentos não equiparável a outras atividades “secas”. Por conseguinte, a natação se mostra capaz de trabalhar o sistema motor das crianças e, em paralelo, o sistema cardiorrespiratório, tanto que a cada braçada dada, a respiração ganha ritmo, o coração se torna mais forte e os riscos de incidência de doenças cardiovasculares diminuem. As vantagens da prática do esporte são imensas:

  • A atividade reduz a frequência cardíaca e estimula a circulação sanguínea, o que propicia a queima da gordura excedente, principalmente em torno do coração, que acaba por adquirir a capacidade de bombear mais sangue para todo o corpo.

 

  • Ela fortalece os músculos da parede torácica e enquanto dá elasticidade aos pulmões, torna-os capaz de absorver uma maior quantidade de oxigênio. Em consequência, há uma melhoria significativa no processo respiratório infantil.

 

  • As articulações são, igualmente, beneficiadas, pois ao aumentar de tamanho, os músculos resguardam com mais eficácia os tendões e ligamentos. Além disso, como todas elas são trabalhadas durante a prática esportiva, enquanto a agilidade aumenta, também se dá uma maior lubrificação delas.

 

  • A amortização do impacto dos movimentos do nadador pela água torna quase nula a probabilidade de alguma lesão.

 

  • Psicologicamente, a natação aumenta a autoestima das crianças, que se mostram mais seguras e, em geral, mais independentes.

 

  • O caráter lúdico da atividade leva ao relaxamento mental.

 

  • O esporte ainda combate o estresse, pois a concentração necessária para conciliar respiração e movimentos provoca uma sublimação das tensões e um distanciamento dos problemas do dia a dia.

 

  • Entre crianças portadoras de deficiências, a natação proporciona ampliação do potencial físico, melhoria da autoimagem e maior inserção social. Aquelas que se veem livres temporariamente dos mecanismos de locomoção utilizados (cadeira de rodas, canadianas, aparelhos ortopédicos etc.), desfrutam de independência e de uma sensação gratificante por fazer algo que muita gente não sabe.

 

  • De um modo geral, a prática aperfeiçoa a coordenação motora e ativa a memória, na medida em que garante uma excelente oxigenação cerebral.

 

 

Foto: Itaci Batista

 

O esporte e a realidade das escolas brasileiras

Aparentemente, ambos são incompatíveis porque somente escolas particulares podem manter uma piscina para aulas de natação. No entanto, há algumas opções que podem atender alunos de escolas públicas, desde que a coordenação de Educação Física e a diretoria da entidade interessada se empenhem na busca de uma parceria.

 

Na cidade de São Paulo, por exemplo, há 45 Centros Educacionais Unificados (CEUs) com piscinas semiolímpicas (algumas aquecidas) e programas voltados às práticas esportivas, recreativas e culturais cotidianas. Unidades semelhantes também são encontradas em outros Estados brasileiros. Além disso, tem os Centros Educacionais e Esportivos mantidos pelas prefeituras de muitas cidades, unidades do SESC espalhadas por todo o Brasil e até academias particulares que, se acionadas, podem oferecer cursos de natação por um preço simbólico para crianças da rede pública de ensino.

 

Adaptado do texto “Crianças e natação”

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamnetal Ed. 97