O fascinante mundo dos piratas

Apesar do glamour que o cinema emprestou a tais personagens, que nas telonas são sempre fascinantes, a palavra "pirata" por si, cuja origem vem do grego, já significa "assaltar"

Foto: Reprodução (Risen 2, Dark Waters)| Adaptação web Caroline Svitras

 

O pirata sempre foi um marginal que, sozinho ou em grupo, cruzava os mares no intuito de saquear e pilhar tanto navios quanto cidades. Existentes desde a Grécia Antiga, eles sempre optavam por navegar por rotas comerciais para se apoderar de tudo que tivesse valor. Por vezes, também faziam reféns importantes só para pedir altos resgates. Mas, apesar dos diversos aspectos negativos, ainda cabe a eles o título de precursores do conhecimento relacionado à navegação marítima.

 

 

Os primeiros piratas

Segundo registros históricos, os pioneiros na pirataria foram os próprios gregos que, a partir de 735 a.C., passaram a roubar os mercadores fenícios e assírios. Já no século 1º d.C. relatos indicam que uma frota de mil navios piratas, provavelmente grega, atacou e destruiu uma rota romana e ainda pilhou aldeias no sul da Turquia. Depois, já durante a Idade Média, a pirataria também passou a ser exercida pelos normandos.

 

Com o transcorrer do tempo, aproximadamente no século 18, a atividade se difundiu pelas colônias europeias e pelo mar do Japão, onde navios que sempre estavam carregados de riquezas destinadas às coroas da Europa passaram a ser pilhados de forma oficial, devido ao financiamento de nações que guerreavam entre si, ou criminosamente, em decorrência da falta de um patrulhamento efetivo.

 

Captura do Pirata Barba Negra em 1718, obra de Jean Leon Gerome Ferris, pintada em 1920 | Foto: Reprodução

 

Em virtude desse contexto próprio, as tripulações dos navios piratas eram formadas por todos os tipos de homens, a maioria já acostumada com o mar e que desejava tanto obter riquezas quanto a liberdade, pois muitos também eram escravos fugitivos. Contudo, entre eles, as normas eram bem democráticas, tanto que o capitão era eleito pela tripulação e podia ser removido a qualquer momento conforme a vontade dela.

 

 

As preferências dos piratas

Os piratas preferiam usar navios pequenos, que pudessem fugir rapidamente após a pilhagem ou diante de algo inesperado. Durante os ataques que efetuavam, eles invadiam o navio almejado e realizavam o confronto corpo a corpo, para depois saquear a embarcação. Se valesse a pena, os piratas também se atreviam a entrar nas cidades. No entanto,quando a pirataria chegou ao seu auge, eles também passaram a controlar as cidades insulares, tidas como ideais tanto para recrutar novos tripulantes quanto vender mercadorias capturadas, consertar navios e gastar o que saqueavam.

 

Diante dessa nova situação, como os piratas não tinham qualquer tipo de disciplina, bebiam muito e quase sempre terminavam doentes ou mortos por enforcamento no mar depois de uma curta carreira transgressora, muitas nações passaram a ignorar a atividade deles, desde que seus próprios navios não fossem atacados.

 

 

A decadência da pirataria

Quase no fim do século 18, momento em que a colonização do Caribe se intensificou e a região se tornou economicamente mais forte, aos poucos, os piratas começaram a ser caçados por navios de guerra e, em consequência, a pirataria também perdeu sua importância, exceto nos mares da China, onde a atividade persistiu até aproximadamente 1920. Hoje, apesar do termo ainda ser aplicado, ele apenas designa saqueadores que atuam no Sudoeste Asiático e entre as ilhas do Caribe, que atacam lanchas muito rápidas.

 

 

Adaptado do texto “Os intrigantes piratas”

Revista Conhecimento Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 120