Seus alunos conhecem o Op Art?

O termo descreve um movimento artístico que explora as ilusões ópticas que, por sua vez, são resultantes da falibilidade do olho

Foto: oop-art.seebyseeing.net | Adaptação web Caroline Svitras

 

Também conhecida como Op Art, do original em inglês optical art, ela defende menos expressão e mais visualização. Em geral, os trabalhos de arte óptica são abstratos e os mais conhecidos só usam o preto e o branco.

 

Mas todos dão a impressão de movimento, clarões ou vibração que, por sua vez, são derivados de enganos do sistema visual humano, que vê algo de modo errôneo ou que realmente não existe. Por isso, muitas obras parecem inchar ou se deformar, fato que acontece devido à ilusão de óptica, que tanto pode surgir naturalmente – caso em que é chamada de fisiológica – ou ser criada por astúcias visuais específicas – cuja denominada é cognitiva.

 

 

A técnica

 

Templo do Amarelo Radiante, obra de Richard Anuszkiewicz | Foto: Wikimedia Commons

A dinâmica da pintura na Arte Óptica é alcançada com a oposição de estruturas idênticas – repetição de retas que se sobrepõem, curvas onduladas, círculos concêntricos, quadrados ou triângulos – que interage umas com as outras, produzindo um efeito específico, que implica na criação de volumes e formas virtuais e uso de cores contrastes (caso do preto e do branco) ou complementares.

 

Como movimento artístico, a Op Art surgiu por volta da década de 60, graças às pesquisas relacionadas às sensações ópticas. Contudo, a primeira exposição que recebeu o nome de The Responsive Eye só foi realizada em 1965.

Entre os principais artistas do movimento, destacam-se o pioneiro Victor Vasarely, Ad Reinhardt, Richard Anuszkiewicz, Kenneth Noland, Alexander Calder, Bridget Riley, Youri Messen-Jaschin, entre outros.

 

 

Anamorfose de Julian Beever
Foto: Divulgação

 

Bastante conhecido pelo público jovem, o artista inglês que frequentemente é chamado de Pavement Picasso, apesar de não estar incluído no movimento Op Art, também cria desenhos tridimensionais que oferece uma ilusão de óptica, só que em 3D. Ele começou a trabalhar em calçadas e superfícies planas em meados da década de 1990. Logo depois, passou a fazer murais para campanhas promocionais e se tornou conhecido no mundo todo. Também, em seus desenhos, a ilusão é tão impressionante que, na maioria das vezes, quando uma pessoa é posicionada dentro da imagem, ela aparenta estar interagindo com a cena. Esse efeito, que tem como base a matemática, é obtido por desenhos projetados e milimetricamente executados com giz – daí a designação de chalk art.

 

 

Para trabalhar o tema
  • De início, apresente algumas obras de Bridget Riley e imagens de desenhos realizados em calçadas por Julian Beever, para a criançada observar e, se quiser, analisar.
  • Feito isso, estimule a pesquisa de outros nomes e obras do movimento.
  • Em seguida, provoque uma discussão sobre a capacidade que a arte tem de criar ilusão, enganar os olhos e induzir o pensamento.
  • Por fim, proponha a composição individual em estilo arte óptica, preferencialmente com as cores preta e branca, para que os alunos criem um traçado cujo efeito deve tentar enganar os olhos dos demais colegas.

 

Foto: Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 95

 

Sobre o termo Op Art

Embora os trabalhos de Victor Vasarely dos anos 30 – tais como a Zebra (1938), que é inteiramente composta por listas diagonais em preto e branco, curvadas de tal modo que dão a impressão tridimensional do animal estar sentado – sejam classificados como as primeiras manifestações do estilo op art, o termo em si foi usado pela primeira vez na revista Time Magazine em outubro de 1964.

 

Adaptação do texto “Arte Óptica”

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 95