As fases da Lua

Apesar do satélite natural da Terra ser o segundo corpo mais brilhante no céu, ele não possui brilho próprio porque é iluminado pela luz solar

Foto: Marisa Miyagui  | Aaptação web Caroline Svitras

 

A Lua, tanto quanto o Sol e a Terra, não está estacionada no espaço. Ela gira ao redor do nosso planeta que, por sua vez, gira ao redor do Sol. Embora ela apresente muitos movimentos, os principais são translação, rotação e revolução.

 

Movimento de translação – É o que ela faz em torno do Sol, acompanhando a Terra. Sua duração é de um ano ou 365 dias, como o da Terra.

Movimento de rotação – É o que Lua faz em torno do seu próprio eixo.

Movimento de revolução – É o que ela faz ao redor da Terra.

 

Todos esses movimentos determinam a incidência solar sobre o círculo lunar. Mas, ao executar sua trajetória em torno da Terra, ela ainda sofre uma gradual mudança de fases, visível por nós. Esse ciclo completo, cujo nome é lunação, leva pouco mais de 29 dias para ser concluído. Nesse ínterim de tempo, a Lua assume a aparência de nova, quarto crescente, cheia e minguante devido à luminosidade do Sol que atinge sua face visível. Portanto, podemos notar que, a partir da fase nova, por duas semanas, a iluminação solar sobre o satélite natural da Terra vai aumentando progressivamente até chegar à fase cheia, então, a incidência de luz começa a diminuir e a Lua “míngua” pelo mesmo espaço de tempo, até se tornar totalmente invisível para, então, recomeçar seu ciclo natural novamente.

 

Fases da Lua
Esquema das fases da Lua | Reprodução/ime.unicamp.br

 

Durante a Lua nova, como o satélite natural da Terra se encontra com sua face não iluminada totalmente voltada para Terra, é impossível observá-la. Mas, passadas aproximadamente 15 horas do início dessa fase, embora seja extremamente difícil, já é possível avistar um pequeno fio da superfície lunar iluminado. Depois, enquanto os dias transcorrem, a porção iluminada aumenta gradualmente, permitindo, inclusive, a visualização de sombras em muitas crateras e cadeias montanhosas.

Passados sete dias, metade do círculo lunar já se encontra iluminado, na chamada fase quarto crescente, período em que o nosso satélite já pode ser visto ao entardecer. Depois, enquanto ela executa sua órbita, a porção iluminada vai aumentando, de forma que a sombra projetada nas várias crateras de sua região sul fica evidente por meio de telescópios.

Logo após, quando o disco lunar fica totalmente iluminado, temos a chamada Lua cheia. Como nesse período nosso satélite está em oposição ao Sol, ele aparece no horizonte leste quase que ao mesmo tempo em que o astro-rei se põe.

Em seguida, o disco lunar começa a apresentar uma redução da área iluminada, até que, em sete dias, acontece a fase quarto minguante, momento em que a Lua fica novamente iluminada somente pela metade e se torna visível apenas na madrugada. Nesse intervalo de tempo, sua porção visível vai diminuindo gradativamente até se tornar nula. A partir daí, ela retorna à fase nova para, então, concluir um novo ciclo em um prazo de 29 dias.

O alinhamento perfeito entre a Lua, a Terra e o Sol

Quando tal fenômeno ocorre no espaço, se dá o chamado eclipse, que pode ser classificado como solar, solar parcial, lunar, anular (anelar ou em anel) ou híbrido:

Esquema do eclipse solar | Reprodução/mrsciguy.com

Eclipse solar – Ele acontece somente em algumas Luas novas, momento em que o satélite natural da Terra cruza em frente ao disco solar e deixa certas partes do nosso planeta às escuras.

Eclipse solar parcial – Durante o evento, somente uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar.

Eclipse lunar – Ele ocorre no momento em que determinadas Luas cheias passam através da sombra da Terra e o nosso satélite natural desaparece parcial e momentaneamente. Mas, ao contrário dos eclipses solares, os lunares podem ser vistos em qualquer lugar da Terra em que seja noite no momento do evento. Além disso, mesmo durante os eclipses totais, a Lua normalmente assume uma coloração avermelhada ou alaranjada, em consequência da refração e da dispersão da luz do Sol na atmosfera da Terra, fenômeno idêntico ao que dá uma coloração avermelhada ao céu durante o poente e o nascente. Outra diferença interessante entre o eclipse solar e o lunar é o tempo de duração. Enquanto os solares costumam durar apenas sete minutos, os lunares chegam a mais de três horas, embora a média deles seja de apenas uma hora.

Esquema do eclipse lunar | Reprodução/mrsciguy.com

Eclipse anular – Quando ele ocorre, apenas um anel de luminosidade solar pode ser visto ao redor da Lua. Normalmente, esse tipo de eclipse se dá no momento em que o nosso satélite atinge ou está bem próximo ao seu apogeu e a sombra que ele produz não atinge a superfície da Terra.

Eclipse híbrido – Ele ocorre devido à própria curvatura da Terra que faz com que o fenômeno seja observado tanto como total em alguns lugares quanto como anular em outros. Consequentemente, ele é visto como total em pontos da superfície terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e, fisicamente, mais próximos à Lua. Já o parcial atinge as áreas do nosso planeta que, devido à sua curvatura estão menos próximos da Lua.

 

 

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 119