Espada em latonagem

Como símbolo de virtude, bravura e poder, a arma branca composta por uma lâmina cortante sempre aparece nas mãos de homens que, no passado, mudaram os rumos das grandes nações

Foto: Carlos Ricon | Adaptação web Caroline Svitras

Como uma arma de uso diário, a espada passou por modificações ao longo de sua existência. Aqui no Brasil, seu uso foi até regulamentado pelas ordenações filipinas. O código de leis português promulgado em 1603 frisava que, apesar de tolerado durante o dia, o uso de espadas, punhais e adagas, era proibido à noite. Além disso, também não era permitido circular, independentemente do horário, com armas desembainhadas ou maiores de cinco palmos e meio – cuja fabricação, venda e conserto tinham sido banidos.

 

Já em relação aos escravos, eles só poderiam andar com espadas na presença de seus senhores ou com a autorização deles. Por sua vez, os clérigos, apesar de não terem autorização para usar armas brancas, poderiam carregá-las em viagem. No entanto, essa mesma lei, que em casos de infrações previa prisões, açoites públicos, apreensão das armas e pagamento de fianças, variava de acordo com a classe social do agressor e da vítima. Normalmente, o povo receberia punições rigorosas, enquanto os privilegiados tinham somente penas brandas. Tamanha preocupação tinha como principal razão a violência, os crimes e as desordens intrínsecos ao período colonial, época em que o hábito de andar armado era extremamente corriqueiro em nosso país.

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 144