Com vocês, os vulcões!

Foto: Reprodução/x-plorethjeog.blogspot.com | Adaptação web Caroline Svitras

No fim de 2013, a mídia destacou o surgimento de uma nova ilha vulcânica no sul do Japão. As crianças mais atentas, certamente, ficaram intrigadas com o fenômeno e vão adorar saber como uma ilhota, resultante da erupção de um vulcão – no caso subaquático –, pode aparecer quase que do dia para a noite no meio do mar. Mas para que elas entendam esse processo, faz-se necessário conhecer a estrutura de um vulcão, cuja erupção imprevisível pode resultar, inclusive, em um grave desastre natural, por vezes, de consequências planetárias.

 

A formação dos vulcões
Foto: Reprodução/news.malaysia.msn.com

Considerando que a crosta terrestre é sólida e seu interior é viscoso e quente, os vulcões surgem por causa de choques que acontecem entre as camadas superiores da terra e as placas tectônicas. Durante essa colisão, enquanto aparecem pequenas aberturas na crosta da Terra, a parte viscosa e quente, chamada de magma, começa a empurrar a crosta.

 

Nesse momento, ao mesmo tempo em que molda a forma tradicional do vulcão, ela ainda cria uma espécie de reservatório. Mas, devido à pressão que se origina durante a ação, ainda se formam gases e partículas quentes, que também tentam escapar em direção a superfície terrestre.

 

A erupção

Quando o reservatório do vulcão está muito cheio de magma, pode ocorrer uma erupção que, na verdade, é uma tremenda explosão que, além de ejetar altas quantidades de poeira e gases na atmosfera, leva o magma até a chaminé do vulcão. A partir daí, ele passa a ser denominado de lava, momento em que sua temperatura alcança aproximadamente 1200 °C e, ao escorrer, atinge uma velocidade que se aproxima dos 80 km/h.

 

As placas tectônicas

Elas são gigantescos blocos que integram a camada sólida externa da Terra e que estão em constante movimento – “como que boiando” – sobre o magma interno. Consequentemente, as placas podem se afastar ou se aproximar umas das outras.

 

Esse processo, que é chamado respectivamente de zonas de divergência (onde ocorrem os afastamentos) e convergência (onde ocorrem as aproximações), altera lentamente o contorno do relevo terrestre. Devidamente comprovado por pesquisas realizadas com satélites artificiais, já foi detectado, por exemplo, que ele faz com que a América do Sul se afaste 3 cm por ano do continente africano e, ao mesmo tempo em que dá origem aos vulcões, ele eleva cordilheiras, abre abismos marinhos e ainda provoca terremotos e tsunamis (ondas gigantescas).

 

Apesar de estar no arquipélago das Canárias, o vulcão El Hierro vem dando sinais de atividade desde 2010 e os efeitos de uma possível erupção pode causar um tsunami e atingir, em menos de 6 horas, o litoral paraibano | Foto: Reprodução/g5apesm12.blogspot.com

 

Os cinco tipos de vulcões existentes
  • Estratovulcões: são os que apresentam muita atividade.
  • Vulcões-escudos: são aqueles muito quentes e que expelem lavas em grande quantidade.
  • Vulcões cones de escórias: além de serem os menores vulcões existentes, eles expelem lava em pouca quantidade.
  • Vulcões caldeiras ressurgentes: são os maiores vulcões existentes, tanto que em tamanho relativo atingem de 15 e 100 km².
  • Vulcões submarinos: são aqueles que ficam embaixo da água (como o que deu origem à nova ilha no mar do Japão).

 

Vulcanismo no Brasil

Ele existiu há milhões de anos e, hoje, está completamente desativado. Isso porque os ciclos tectônicos, que permitem a formação dos vulcões, têm um período de existência de aproximadamente 300 milhões de anos. Quando esse processo termina, cessa também a atividade vulcânica. Segundo os estudiosos, um novo ciclo poderá se instalar no país, provavelmente, no litoral, mas só daqui a milhões de anos.

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 116