Viajando na magia da leitura

O projeto desenvolvido pela professora Eliana Rosa de Jesus enfoca o ato de ler como ponto de partida para a construção do pensamento lógico e, graças a isso, ele também possibilita a capacitação do aluno em elaborar suas relações diante do mundo

Da Redação | Foto: Arquivo Colégio Savioli | Adaptação web Caroline Svitras

Já sabemos que as histórias estão presentes em nossa cultura há muito tempo e o hábito de contá-las e ouvi-las tem inúmeros significados, entre os quais alguns relacionados ao cuidado afetivo, à construção da identidade, ao desenvolvimento da imaginação, à capacidade de ouvir o outro e a de se expressar. Além disso, a leitura de histórias aproxima a criança do universo letrado e colabora para a democratização de um de nossos mais valiosos patrimônios culturais: a escrita. Por isso, conforme explica Karina Savioli, diretora do Colégio Savioli (www.colegiosavioli.com.br), a instituição que prima em favorecer a familiaridade das crianças com as histórias também amplia o repertório individual de cada uma, tanto por meio do contato com os textos quanto pela participação frequente em situações diversas de conto e leitura, a exemplo do projeto “Viajando na magia da leitura” desenvolvido com sucesso.

 

Mas como também já foi constatado que a família tem uma forte influência sobre o hábito da leitura, o colégio também a envolve no projeto que, entre outras coisas, visa fazer com que o aluno tenha prazer em ler e consiga transmitir ao outro o que leu. Para tanto, após contato escrito com os pais, são proporcionadas situações de leitura compartilhada entre eles, os demais familiares e as próprias crianças.

 

Metodologia do trabalho
Foto: Reprodução/lakeblufflibrary.org

 

Em sala de aula, o livro é mostrado com a dimensão do prazer e da alegria, para que o aluno perceba que ler é uma viagem maravilhosa e não apenas mais uma das atividades de escola. Nessa etapa do projeto, o objetivo é aproximar as crianças do universo escrito e dos portadores de escrita (livros), para que eles possam manuseá-los, enquanto reparam na beleza das imagens, relacionam texto e ilustrações, manifestam sentimentos, experiências, ideias e opiniões, definindo preferências e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler. Assim, os professores da instituição também acabam construindo o hábito de ouvir e sentir prazer nas situações que envolvem a leitura de histórias e, em consequência, também desenvolvem no aluno a facilidade de se expressar em público, inicialmente, perante aos próprios colegas de sala.

 

Em seguida, as crianças são estimuladas a levar para casa, sempre às sextas-feiras e mediante sorteio, uma maleta que contém livros paradidáticos e um caderno de registro, no qual são orientadas a registrar e recontar a história lida, usando principalmente a escrita. Nas segundas-feiras, além de devolver a maleta, os sorteados, individualmente, apresentam sua criação aos colegas.

 

Etapas para a execução da atividade

De posse da maleta, a criança escolhe um dos livros paradidáticos e um de seus responsáveis, previamente orientado pela escola, faz a leitura para ela. Ainda durante o fim de semana, eles conversam sobre a história, o aluno a reconta com suas palavras e, com ajuda do responsável, faz o registro dela no caderno apropriado.

 

Foto: picforparents.areavoices.com

 

Depois, ainda em conjunto, ambos preenchem a ficha avaliativa, que vem anexada atrás da folha do registro e, se possível, pedem para outro membro da família fotografar o momento da leitura. A imagem obtida também deve ser colada no registro. Na segunda-feira, ao retornar às aulas, o aluno deve entregar a maleta e, então, apresentar para os colegas o livro que leu e o seu registro familiar. Tudo muito simples, mas muito interativo para os todos os envolvidos no processo!

 

Modelo de bilhete

Para envolver os pais na atividade: além dele, como o Colégio Savioli nos cedeu gentilmente, no pôster, também destacamos a Ficha de Acompanhamento da Família e a Ficha de Leitura, para que qualquer escola possa reproduzir um projeto semelhante.

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 119