Mímica dos antônimos

Se aprender brincando é muito mais divertido, introduza essa atividade em sala de aula que, rapidamente, vai tornar até o intervalo mais produtivo

Foto: Itaci Batista | Adaptação web Caroline Svitras

 

Aumentar o vocabulário de alunos que não gostam de ler é sempre difícil. Mas há maneiras indiretas de fazê-los procurar por livros e dicionários – inclusive on-line. Basta envolvê-los em jogos que exigem pesquisas e, ao mesmo tempo, estimular a competitividade positiva entre eles, para despertar o interesse pela busca de novos aprendizados.

 

A mímica dos antônimos, por exemplo, ajuda em muito nesse trabalho. Como atividade, ela ainda desinibe as crianças enquanto desenvolve tanto a expressão corporal e facial quanto a iniciativa pessoal delas. Mas antes de introduzir a brincadeira em si, é conveniente evidenciar a definição de antônimo e destacar uma listagem de palavras com seus respectivos “opostos”. Porém, se quiser realmente manter a atenção das crianças, explique que a parte teórica tem uma ligação direta com a prática. Portanto, assimilá-la é extremamente importante para se sair bem no jogo.

 

Parte teórica

Pequena listagem de palavras com seus respectivos anônimos. Antônimo: é o nome dado a uma palavra que tem significado contrário, oposto ou inverso à outra. Por vezes, o emprego dele na construção de frases pode resultar em um recurso estilístico, que confere uma forma mais erudita a um texto e que chama a atenção do leitor durante a leitura. Portanto, após o desenvolvimento do jogo, também é possível propor a construção de pequenos trechos, a partir do uso de antônimos.

 

 

 

Preparo e desenvolvimento do jogo
  • Feita a introdução teórica, explique que a mímica dos antônimos será desenvolvida em duplas, mas cada criança terá que preparar seis cartas próprias. No pôster, há uma carta padrão (já com um exemplo anotado), que deve ser reproduzida em cartolina e, depois, recortada por elas na quantidade exigida.
  • Em cada uma das seis cartas, de forma individual, cada criança irá anotar uma palavra e seu respectivo antônimo. Como a proposta é nova, ela terá que pesquisar tanto a palavra quanto seu antônimo e ainda exercitar a escrita para fazer o registro de ambos. Portanto, dê de dois a três dias para que a turma faça isso.
  • No dia marcado para a entrega das cartas, reúna todas elas e mostre-as, uma a uma, para que todos da sala de aula possam entrar em contato com a produção dos colegas. Em paralelo, faça as correções e, se necessário, peça substituições.
  • Feito isso, embaralhe todas as cartas e, então, distribua seis delas para cada um dos alunos. Como cada um deles já havia produzido suas próprias cartas, com a troca, as chances de ampliar o próprio vocabulário aumentam, devido ao contato com a produção dos demais.

 

A atividade em si
  • Divida a sala de aula em duplas. Faça que elas embaralhem as 12 cartas que têm em mãos.
  • Depois, explique que, cada dupla, deve virar o escrito das cartas para baixo, posicioná-las da melhor forma e, então, tirar par ou impar para iniciar o jogo.

 

 

  • Quem inicia a partida, deve pegar uma carta, ler uma das palavras escritas para si mesmo (pois cada carta tem duas palavras e uma é antônima da outra) e, em seguida, fazer uma representação mímica da que foi escolhida.
  • De imediato, mas sem ver a carta, o outro participante deve responder ao adversário com outra mínima, capaz de representar a situação oposta. Caso o primeiro participante faça a mímica de um “sim” ou de um “choro”, por exemplo, seu oponente dever sinalizar com um “não”, “rir ou gargalhar”.
  • Ganha o jogo a criança que melhor se sair na mímica de acordo com o seu próprio adversário ou por consenso dos demais colegas.
  • Note que, devido à competitividade infantil, de modo progressivo, novas palavras e mímicas mais elaboradas serão agregadas à brincadeira. Portanto, o vocabulário infantil também se ampliará de forma natural.

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 100