Educação para o trânsito

Da Redação | Foto: dirigindoseguro.com.br | Adaptação web Caroline Svitras

 

Com o enfoque ”Década Mundial de Ações para a Segurança do Trânsito – 2011/2020: Não exceda a Velocidade, Preserve a Vida”, o primeiro passo é conscientizar as crianças sobre os deveres do pedestre, que nada mais é do que o indivíduo que se locomove a pé ou está a pé (até quando o condutor de um veículo, particular ou não, estaciona, sai e começa a caminhar, ele também se transforma em pedestre). Como tal, elas devem ser responsáveis e cuidadosas, pois entre os principais motivos dos acidentes que envolvem transeuntes se destacam a falta de atenção ao atravessar uma via pública, seja ela rural ou urbana. E sempre foi assim!

 

O pedestre da Antiguidade
Foto: romaifyouwantto.blogspot.com

Nas cidades de Pompeia e Roma, os transeuntes já eram objetos de preocupação e cuidado. Depois de muitos atropelamentos, as principais vias das duas cidades, que eram feitas de pedras assentadas uma ao lado da outra, ganharam travessias de pedestres com um aspecto bem singular: elas eram construídas com blocos de pedra retangulares colocados sobre a pavimentação de forma intercalada, para que as rodas das carroças e bigas passassem entre seus vãos. Dessa maneira, além da segurança proporcionada ao pedestre, a travessia ainda forçava a redução de velocidade dos veículos, o que resultou em um ambiente adaptado às pessoas e não aos carros.

 

Hoje é bem diferente!
Foto: Wikimedia Commons

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil é o quarto país onde mais acontecem acidentes de trânsito no mundo. Em consequência, há em um gasto de 10 bilhões de reais por ano, valor que poderia ser revertido em verba para projetos de prevenção dentro das instituições de ensino, investimento que se justificaria porque, segundo o Ministério da Saúde, a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos está relacionada aos acidentes de trânsito.

 

Mas como isso ainda não acontece, a imensa massa de seres humanos que trafega pelas vias deve ter a atenção redobrada. Entre outras coisas, é necessário se iterar da variação apresentada pelas faixas de segurança que, normalmente, tem dois aspectos mais comuns:

 

  1. Série de faixas brancas paralelas (é a mais usual, porque se sobressai no calçamento escuro).
  2. Duas longas linhas brancas horizontais.

 

Além disso, algumas travessias de pedestre também dispõem de semáforos, que fazem os veículos pararem em intervalos regulares, para que as pessoas possam passar com segurança. Entre eles, há os sinais “inteligentes”, em que se aperta o botão para registrar a intenção de atravessar a via. Com a informação, o sinal se autoprograma e permite a travessia. Portanto, se não houver nenhum pedestre, ele também não para o tráfego desnecessariamente.

Travessia de pedestres sem sinais de trânsito

Elas também são comuns. Porém, segundo a lei de trânsito, o pedestre tem direito de passagem ao atravessar uma via qualquer. Logo, os veículos deveriam parar quando alguém tenta alcançar o lado oposto. Mas essa lei é pouco respeitada, devido à própria cultura de trânsito existente no Brasil, em que a maioria dos condutores se sente privilegiada em relação ao pedestre.

 

Diante da falta de sinalização, o melhor a fazer é se deslocar para os cruzamentos, onde os veículos têm a obrigação de reduzir a velocidade. Embora o local seja mais apropriado para travessias, o deslocamento deve ser rápido e em ângulo reto, para se obter a menor distância entre um lado e o outro.

 

Outro cuidado essencial, refere-se à obediência às placas com indicação de passarelas. Apesar de o percurso ser mais longo, a segurança obtida durante a travessia compensa os minutos a mais de caminhada que, por sua vez, pode prolongar a vida (os demais deveres se encontram na ficha da página 29, que deve ser xerografada e distribuída para a criançada debater o assunto e se tornar responsável enquanto pedestre).

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 99