Inventores,invenções e inovações

Em pleno século 21, parece que tudo que temos e desfrutamos cotidianamente sempre existiu, mas não é bem assim!

Da Redação | Foto: Reprodução/ilovenewton.com | Adaptação web Caroline Svitras

Imagine um escorredor de arroz. O utensílio simples é tão corriqueiro que ninguém imagina a vida sem ele. Mas até 1959 ele não existia! Nesse ano, a cirurgiã dentista Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich, uma brasileira ocupada com a própria profissão, resolveu inovar no momento de cozinhar. Como ela queria praticidade, com a ajuda do marido, desenvolveu um protótipo de alumínio que foi apresentado ao mundo na Feira de Utilidades Domésticas em maio de 1962. Hoje, qualquer escorredor de arroz é tão comum, que ninguém imagina que ele foi inventado e demorou três anos para chegar ao público!

 

Quer outro exemplo prático? Vamos falar da batata frita, pois ela também foi inventada! Embora digam, sem comprovação histórica, que essa delícia surgiu na Idade Média, não sabemos quem resolveu descascar, cortar e jogar pequenos pedaços de batata no óleo quente. No entanto, todos acreditam que foram os belgas que aperfeiçoaram o processo, também em data incerta.

 

Entre ideias brilhantes e outras nem tanto, explique que, primeiro, ele descobriu como se fazia o fogo; depois inventou a roda; a linguagem falada e escrita e, assim, prosseguiu, sem nunca mais parar. Durante esse longo período de invenções, talvez o maior marco tenha sido a Revolução Industrial do século 18, que só foi possível graças a James Watt, homem que inventou a máquina a vapor em 1780. Portanto, se hoje temos computador, Internet, redes sociais e máquinas de última geração, que facilitam a vida de qualquer ser – com capacidade de adquiri-los –, é porque sempre houve mentes geniais!

 

Repasse às crianças

Invenção é o ato de criar um novo objeto, tecnologia, processo ou de aperfeiçoar as receptivas “coisas” pré-existentes. Portanto, ela é o fruto de um trabalho dirigido, que tem como intenção dar uma resposta a um problema. Embora não possa ser confundida com descoberta, que é a aquisição de um conhecimento novo, porém, ao acaso, a invenção ainda pode ser caracterizada como tal, quando existem possibilidades ou fortes evidências de que o funcionamento do artefato, que ninguém sabia como funcionava, passa a existir graças a um inventor – no caso, reinventor.

 

Analisando a evolução do homem, percebemos que não existe um consenso sobre o que leva a uma invenção, tanto que ela pode ocorrer devido à falta de algum recurso ou até pelo excesso dele. Em consequência, as invenções tanto podem ser ou não práticas – caso dos óculos com funil para pingar colírio nos olhos (na foto) – quanto benéficas ou não à humanidade. Mas, independentemente do caso, se o inventor deseja manter exclusividade comercial em relação à própria criação, ele deve patentear seu invento – o que significa ter um registro legal da própria criação –, conforme um processo que requer pagamentos de taxas.

 

Invenção x inovação

Toda invenção costuma ter um modelo chamado de protótipo que, por sua vez, tem que atender conceitos de novidade que, necessariamente, não precisam ter um foco mercadológico ou um objetivo comercial. Porém, no momento em que essa mesma invenção encontra uma utilidade prática e, em consequência, demanda no mercado, ela ganha status de inovação.

 

De maneira bem simplificada, se a roda não tivesse sido inventada há muitos anos, as pessoas não poderiam se beneficiar dos meios de transporte (carroças puxadas por cavalos, bicicletas, carros motorizados, ônibus e trens) que a incorporaram de forma inovadora.

 

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 112