Aprenda a fazer pirulitos caseiros

Também chamados de açúcar candy, para obtê-los e depois saboreá-los, as crianças terão que recorrer a um experimento que invoca conceitos de solução supersaturada

Da Redação | Fotos: Du Fernandes | Adaptação web Caroline Svitras

Quer uma experiência bem doce para cativar o interesse infantil pelas Ciências? Então, providencie o material que listamos e, em seguida, convide a criançada para elaborar pirulitos de cristais, seguindo os passos detalhados que destacamos, além da higiene necessária para o preparo dos alimentos. De início, parece que nada vai dar certo, mas, mantendo o experimento encoberto pelo tempo determinado, a cristalização do açúcar se tornará evidente, graças a um processo bem interessante, que deve ser explicado de maneira simples para os alunos.

 

Para começar, diga que a água quente dissolve muito mais açúcar do que a água fria. Por isso, quando foi iniciado o experimento, apesar da água estar em temperatura ambiente, após receber açúcar em quantidade maior que poderia dissolver, ela foi fervida e, em consequência, dissolveu mais açúcar. Nesse momento, ambas as substâncias formaram uma solução supersaturada que, ao se resfriar novamente, aos poucos também foi perdendo a solubilidade.

 

A partir daí, o açúcar que, graças à tendência de voltar a ser cristal, sempre procura se reunir perto de outros cristais já existentes, em vez de repousar no fundo do recipiente usado, em virtude do palito de churrasco devidamente preparado e que foi mergulhado na solução já fria, vai se juntar em torno dele, propiciando a formação de macrocristais que sempre se organizam em um padrão tridimensional definido, que compõe uma estrutura cristalina repleta de sólidos com formatos geométricos específicos, que ainda podem ser saboreados!

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 128

Adaptado do texto “Macrocristais comestíveis”