Abolição da escravatura

Ela se deu em 13 de maio de 1888, dia em que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que concedeu a liberdade total aos africanos e esses descendentes que viviam cativos no Brasil

Da Redação | Fotos: Wikimedia Commons/Itaci Batista| Adaptação web Caroline Svitras

A missa campal em ação de graças, realizada em 22 de maio de 1888, no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 20 mil pessoas, incluindo a Princesa Isabel – que se destaca à esquerda sob o toldo –, para celebrar a Lei Áurea

Para abordar esse tema, de início, as crianças devem saber que a escravidão é uma prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro – que passa a ser designado escravo –, por meio da força.

 

Nessa condição, antigamente, quem era submetido se transformava em mercadoria, cujo preço variava de acordo com as condições físicas, habilidades profissionais, idade, procedência e destino. Apesar de horrenda, essa prática se originou nos primórdios da humanidade. Logo, não foram os portugueses que “inventaram” a escravidão. Eles apenas se beneficiaram de um costume comum na Europa.

 

A chegada dos escravos no Brasil

Na época em que os portugueses começaram a colonizar o nosso país, não existia mão de obra para a realização de trabalhos manuais. Então, eles tentaram explorar os índios nas lavouras. Contudo, a prática não pôde ser levada adiante, em virtude dos religiosos que, além de se colocarem em defesa dos indígenas, condenaram esse tipo de escravidão. Sem alternativa, os colonizadores navegaram rumo à África, onde tribos mais poderosas mantinham escravos e os comercializavam de acordo com interesses próprios. Deu-se, assim, a entrada dos escravos africanos no Brasil colônia. Em meio a atrocidades, a prática permaneceu até nosso país alcançar o status de Império, momento em que foi abolida pela Lei Áurea. Durante todo esse tempo, apesar da revolta de muitos escravos, a participação de africanos e de seus descendentes como agentes ativos do sistema escravista foi crucial para sua manutenção.

Para trabalhar o tema

Após contextualizar a escravidão como um fato histórico, apresente a lenda do Negrinho do Pastoreio para ilustrar a situação daqueles que eram escravizados. Bastante disseminada por aqueles que defendiam o término da prática no fim do século 19, ela retrata muito bem a violência e a injustiça impostas aos escravos que, na maioria das vezes, só podiam esperar por um milagre: que lhes concedesse o fim das humilhações e dos castigos corporais ou, quem sabe, até a libertação. Apesar da boa dose de violência, a lenda é ideal tanto para demonstrar o que era a escravidão quanto para trabalhar a aceitação do outro – independente de raça, cor, religião, condição social etc. –, bem como determinadas atitudes discriminatórias que levam ao preconceito. Para tanto, apenas conte a história, deixe que os alunos a interpretem e, então, inicie uma discussão sobre o tema. Depois, proponha uma pesquisa mais intensa para que eles se deparem com ideias e personagens da época que atuaram contra e a favor da escravidão.

 

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental I Ed. 95