Estimule o raciocínio infantil

Com o advento da calculadora, tecnologia ao alcance de todos, ele acabou relegado a um segundo plano

Da Redação | Foto: clcursosonline.com.br

Há inúmeras atividades lúdicas que visam esse objetivo. No entanto, antes de aplicá-las, observe essa situação:

25 + 30 = 30 + 25

Logo, se decompormos o 25, teremos: 30 + 20 + 5

Mas se, em vez disso, se somarmos apenas as dezenas, chegarmos a: 50 + 5. Em todos os casos, a soma é igual a 55. Portanto, quando a criança percebe as propriedades da adição, ela também começa a se perguntar qual o processo mais adequado para obter o resultado correto:

  • Somar os iguais?
  • Apoiar-se nas dezenas?
  • Decompor os números?

Muitas vezes, depois de escolhido um procedimento, ela ainda conclui, mesmo que instintivamente, que há outro procedimento melhor, o que também mostra que a criança compreendeu que o sistema numérico é lógico. O mesmo acontece com o processo de subtração.

 

Sugestões de atividades lúdicas

Apesar de não ser algo convencional, o baralho infantil pode ser introduzido em suas aulas, para trabalhar o processo do cálculo, a partir de jogos que, em um primeiro momento, devem se restringir somente a sequência numérica, adição e subtração.

 

 

Para o 1ºano:

Bum! – O objetivo desse jogo é ser o primeiro a se livrar de todas as cartas. Para a atividade, você vai precisar de um baralho infantil para cada grupo de até quatro crianças. Depois de embaralhá-lo e dispô-lo no meio do grupo, todas as crianças devem tirar uma carta. Quem ficar com a maior, distribuirá as demais, até que todos tenham sete cartas. O restante do baralho, ou o monte, deve ficar no centro da mesa. Depois, peça para as crianças separarem as cartas na mão. Em seguida, explique que, o jogador da esquerda de quem distribuiu as cartas, inicia o jogo, colocando uma carta de suas mãos aberta no centro da mesa. O jogador seguinte, precisa jogar uma ou duas cartas, desde que somem o valor da anterior. Caso, ele não as tenha, terá que comprar do monte, até obter um valor igual ou que possa ser adicionado aos das cartas que já possui, para atender a exigência do jogo. A atividade prossegue até não sobrar nenhuma carta no monte. Mas nesse ínterim, se qualquer jogador se livrar de todas as cartas, ele grita ‘bum’ e ganha à partida. Se isso não acontecer, quando não houver nenhuma carta no monte, o ganhador é aquele que tiver a maior pontuação – a soma de todas as cartas – nas mãos. Observe:

 

Jogador 1 coloca a carta de número 9 na mesa. O jogador 2, deve cobri-la com outro 9 ou com duas cartas que somem 9, por exemplo, 5 e 4 (cuja soma é 9) e, assim consecutivamente até não sobrar cartas nem possibilidades de atender a exigência do jogo.
Para o 2ºano:

Eu quero o número… – Para a atividade, você também vai precisar de um baralho infantil para cada grupo de até quatro crianças. Depois de embaralhá-lo e dispô-lo no meio do grupo, retire uma carta qualquer e, em voz alta, diga que quer o número correspondente a ela. Na sequência, cada criança do grupo deve retirar uma carta do baralho. Caso alguma delas tire uma com numeração igual a sua, ela deve gritar “eu tenho”, para sua equipe ganhar um ponto. Caso contrário, em conjunto, elas devem somar ou subtrair as cartas até chegar ao número pedido. Esse exercício, requer raciocínio lógico e muitos cálculos. Observe:

 

Você pede 7. O grupo deve ter outra carta de valor numérico igual ou então calcular o número de cartas das mãos de todos, até encontrar uma forma de obter o valor pedido. Caso o grupo tenha as cartas 2, 8 e 3, em conjunto, eles devem somar e subtrair os valores até obter 7. De acordo com o exemplo: 2 + 8 = 10 – 3 = 7.

 

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Adaptado do texto “A hora e vez do cálculo…”