Vamos conhecer as aves

Além das espécies raras, devemos nos lembrar das aves domésticas, entre as quais a galinha

Da Redação | Foto: Reprodução / ajilbab.com | Adaptação web Caroline Svitras

O Brasil é o terceiro país do mundo em variedade de aves. Entre elas, algumas já estão desaparecendo, em virtude do intenso tráfico de animais silvestres e por causa do desmatamento de grandes florestas. Apesar disso, as Unidades de Conservação que foram criadas para a preservação de ecossistemas já abrigam inúmeras espécies, a maioria ameaçada de extinção, como o papagaio de cara-roxa, o japim, a gralha-azul, o maçarico-rasteiro, o tucano-de-bico-verde, o flamingo, o macuco, a ararinha-azul (foto), a maria-faceira, entre outros. Processo idêntico já ocorre, em uma proporção menor e com espécies menos raras, nas grandes cidades. Os programas de arborização urbana já atraem diversas aves, que encontram frutas e sementes para se alimentarem em meio às enormes concentrações humanas.

 

Após essa breve introdução, que tal promover uma discussão interdisciplinar em sala de aula para ajudar a criançada a proteger as aves? Para tanto, exponha a importância de:

  • Recusar a compra, a comercialização e a manutenção em cativeiro de aves silvestres.
  • Persuadir ou denunciar aqueles que compactuam com ações desse tipo.
  • Não jogar detritos nos cursos d’água, rios, igarapés e nem desmatar as suas respectivas margens.
  • Evitar a aquisição de produtos poluentes, cujo refugo não seja biodegradável.
  • Integrar-se a uma associação ou entidade ambientalista para difundir o conhecimento sobre a proteção das aves.
  • Plantar árvores e arbustos frutíferos – como mamoeiro, goiabeira, ingazeira, acerola, jambeiro, mangueira etc. – para atrair as aves.
  • Coletar parcialmente os frutos dados por elas, para deixar alguns para as aves e insetos que são atraídos pelos maduros. Na maioria das vezes, tais insetos também fazem parte da dieta alimentar dos pássaros.

 

A vez da galinha em meio à comemoração

Embora comum no meio rural e nas regiões mais remotas das grandes cidades, os galináceos causam estranheza nas crianças dos centros urbanos. Apesar de serem vistos congelados nas prateleiras dos supermercados, eles também são aves de bico pequeno, crista carnuda e asas curtas, que apenas voam por pequenas distâncias. Comuns no mundo todo, a importância deles está relacionada ao consumo humano. A carne dos galináceos é uma das proteínas mais baratas que existem. Além disso, as galinhas ainda fornecem ovos quase que diariamente. Quando não fecundados, eles também fazem parte da dieta de muitos animais, incluindo o homem, devido ao alto valor nutricional.

 

De acordo com a história, a introdução dos galináceos como aves domésticas se deu na Ásia. Mas as primeiras referências às galinhas surgiram em cerâmicas coríntias do século 7 a.C. Provavelmente da Índia, elas foram para a Pérsia, dirigiram-se ao Egito e chegaram à Grécia por volta do século 5 a.C., de onde se espalharam para a Europa e demais continentes. Ainda hoje, em alguns países da África, 90% dos lares criam galinhas, aves onívoras que consomem sementes e pequenos invertebrados. Com uma trajetória tão longa, vale ou não a pena conhecê-las e, então, comemorá-las?

 

Para ver mais dicas garanta a revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental clicando aqui!

Revista Guia Prático do Professor – Ensino Fundamental Ed. 111

Adaptado do texto “Salve as aves!”