Vamos criar fotos divertidas

Da Redação | Fotos: instantshift.com | Adaptação web Caroline Svitras

 

 

Um notebook disposto sobre a mesa da professora Mariana Coggiola faz com que pequenos grupos entrem em contato com imagens intrigantes, que apresentam registros produzidos a partir da ilusão de óptica proposital. Diante de cada foto, os alunos iniciam uma análise cheia de suposições. Em seguida, eles são estimulados a tentar desvendar – e, na maioria das vezes, conseguem – os segredos de cada uma.

 

Entre as hipóteses levantadas, enquanto uns destacam que o elemento principal da imagem parece mais distante, mais perto, maior ou menor do que realmente ele é, outros percebem que é possível manipular a percepção visual, inclusive com o uso de objetos em escala reduzida ou ampliada que, quando empregados na composição da foto, produzem algo inusitado que não condiz com a realidade física que conhecemos.

 

Com a ajuda da professora, eles também acabam por identificar que ângulos, linhas retas e muitas curvas, quando misturados, tiram a direção do olhar de quem observa a imagem. Por conseguinte, assimilam a definição de perspectiva e, logo, compreendem que ela é capaz de criar, sobre uma superfície bidimensional, uma cena tridimensional.

 

Foto: Wikimedia

Nesse processo, como as imagens mostram paisagens, edifícios e outros detalhes que, por vezes, não fazem parte do cotidiano infantil, o aprendizado interdisciplinar também é induzido. Se na foto utilizada há neve, ocorre uma discussão paralela sobre onde e por que ela ocorre. Se a imagem traz a Torre de Pisa escorada por um turista, são levantadas questões sobre a real posição da edificação e a que país ela pertence. Em consequência, novos conhecimentos são adquiridos de forma espontânea.

 

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