Aprenda a fazer uma bússola com a criançada

Já que o homem, ao longo dos tempos, sempre desenvolveu engenhocas para se localizar sobre a superfície terrestre, que tal apresentar alguns instrumentos à criançada?

Da Redação | Fotos: Carlos Rincon | Adaptação web Caroline Svitras

Hoje todo mundo conhece o GPS, abreviação para a expressão Global Positioning System, cuja tradução significa Sistema de Posicionamento Global, um aparelho pequeno que, graças ao apoio de mais de 20 satélites e das coordenadas geográficas, é capaz de indicar e localizar qualquer ponto na superfície terrestre. Trata-se, portanto, de um dos mais modernos instrumentos de localização que, embora inventado na década de 1960, vem se aperfeiçoando a cada dia.

 

Mas, e na Antiguidade? Como os homens faziam sua própria localização? Como comprova a arqueologia, durante a pré-história, eles usavam métodos de marcação em superfícies tanto para identificar pontos de referências quanto para não se perderem. Depois de um longo tempo, as grandes civilizações passaram também a utilizar a posição dos astros e do Sol para marcar suas posições geográficas, inclusive no momento de escolherem a direção a ser seguida em viagens. Em seguida, com evolução da Humanidade, surgiram novos aparelhos para identificar, localizar e orientar as posições, em relação aos caminhos já traçados e seus diferentes percursos sobre a superfície terrestre. Entre os mais antigos, destacam-se a Rosa dos Ventos e a Bússola.

 

Rosa dos Ventos

Normalmente apresentada em forma impressa, ela é extremamente importante por apontar e dividir os diferentes pontos de orientação cartográfica, que são conhecidos como pontos cardeais. Entre eles, os principais são Norte (N), Sul (S), Leste (E) e Oeste (W). No entanto, a combinação deles ainda resulta em Nordeste (NE), Noroeste (NW), Sudeste (SE) e Sudoeste (SW).

 

Aqui vale notar que, tais pontos podem ser absolutos quando consideram a Terra toda ou relativos quando são estabelecidos a partir de um referencial específico. Graças aos pontos cardeais absolutos, podemos dizer, por exemplo, que o Brasil, a Argentina e o Chile encontram-se na região sul do planeta Terra. Porém, se formos considerar um mercado, uma escola ou um edifício de interesse público, precisamos dos pontos cardeais relativos para fazer a localização. Consequentemente, quando queremos posicionar qualquer um deles, dizemos que o mais próximo encontra-se ao norte, ao sul, ou leste ou ao oeste de nossa própria localização atual.

 

Bússola

Tida como um dos mais importantes e antigos instrumentos da História da Humanidade, ninguém sabe ao certo onde ela foi inventada — embora os chineses sejam sempre apontados como os responsáveis por sua criação. De forma simples, a bússola funciona a partir da atração que seu ímã sente pelo sul magnético do planeta que, por usa vez, corresponde ao norte geográfico. Consequentemente, ela sempre apontará em direção à região norte do globo, o que auxilia os navegantes e outros tipos de aventureiros a não se perderem. Contudo, o instrumento que foi extremamente utilizado no passado, vem caindo em desuso, pois, além das novas tecnologias de localização, ele também se mostra impreciso quando próximo a objetos magnéticos ou elétricos.

 

Somado a esse problema ainda há outros dois. O primeiro indica que dependendo da região onde a bússola está, ela para de funcionar. Já o segundo é apontado por geólogos, que confirmam que o polo magnético da Terra vem lentamente se alterando, o que deixa o aparelho cada vez menos preciso.

 

Apesar dessas desvantagens, como a Rosa dos Ventos destacamos em um dos pôsteres dessa edição, que tal reunir a criançada somente para criar uma bússola rudimentar de funcionamento básico? Como ela é composta por poucos materiais e todos, com exceção do ímã, são facilmente encontrados, cada aluno poderá ter o seu próprio instrumento de localização pessoal!

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