Que tal enviar cartas aos coleguinhas?

O título é bem antiquado, mas está sendo usado intencionalmente para despertar a atenção sobre a utilização do internetês que, de forma inadequada, é empregado até nas escolas

Da Redação | Foto: Itaci Batisca | Adaptação web Caroline Svitras

Como o acesso aos computadores e redes virtuais está extremamente facilitado, em vez de usar a linguagem correta, alunos do ensino fundamental estão empregando o internetês, como forma de se comunicar por escrito. Em consequência, tal como no meio virtual, as palavras são abreviadas até se transformarem em uma única expressão, com duas ou, no máximo, cinco letras.

 

Esse procedimento vem provocando “o desmoronamento da pontuação e da acentuação, pelo uso da fonética em detrimento da etimologia”, causado pelo número “restrito de caracteres e total desrespeito às normas gramaticais”, conforme frisa a educadora Amélia Hamze de Castro. Mas, por ser considerado como uma adequação linguística – exigida pela rapidez do mundo virtual –, a infração das normas gramaticais é permitida, em contraposição à norma padrão que não admite algo semelhante.

 

Partindo desses conceitos, leve a criança a entender que, para cada situação, haverá uma exigência. Na escola, ao escrever um texto, ela somente deverá usar a língua padrão, mesmo que cometa algum equívoco – que terá que ser retificado posteriormente. Por conseguinte, a criança também terá que aumentar seu vocabulário por meio da leitura. Contudo, deixe claro que, ao fazer uso da internet, até mesmo para ser aceita pelo grupo de amigos virtuais, ela poderá manter as abreviações, a supressão de letras, utilizar a língua inglesa (mesmo sem conhecê-la) ou a galeria de emoções, além de outros recursos linguísticos que surgem a todo o momento.

 

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