Povos e crianças indígenas

Como há mais de 200 comunidades de índios em nosso país, cada nação tem uma língua e uma cultura própria, que se estende de geração a geração

Da Redação | Foto: special-ism.com | Adaptação web Caroline Svitras

A maioria dessas nações se encontra na região amazônica. O restante se espalha por todo o território nacional. Em comum, todas elas estão repletas de crianças, que vivem ameaçadas pela falta de segurança e de liberdade. Embora os povos indígenas já estivessem aqui muito antes da chegada do homem branco, eles ainda são expulsos de suas terras e dizimados por conflitos e doenças. Estima-se que havia, em 1500, 4 milhões de índios no Brasil. Hoje, esse número diminuiu muito.

Segundo o Instituto:

  • Mais de 80 etnias foram extintas;
  • Na década de 1990, a população indígena cresceu quase seis vezes mais que a população brasileira em geral. Mas, de acordo com o IBGE, isso não significa que os índios estejam vivendo mais e melhor.

O aumento pode ter ocorrido por causa da migração de povos de outros países ou pelo fato de os índios, que antes tinham medo ou vergonha de assumir sua etnia, terem passado a valorizá-la.

A Fundação Nacional do Índio (Funai), por sua vez, afirma que há apenas 400 mil indígenas oficialmente no Brasil – mas há muitas crianças sem registro de nascimento, então, tanto a contagem do censo do IBGE quanto da Funai ainda podem estar incorretas.

 

A infância nesse contexto

Apesar de muitas crianças indígenas frequentarem escolas “brancas”, normalmente nas aldeias, elas aprendem o idioma de seus ancestrais e se entregam a brincadeiras lúdicas que reverenciam a cultura própria de sua tribo –algumas similares às que conhecemos! É comum vê-las se banhando em turma nos rios, manejando arco e flecha, jogando pião, lançando bolinhas de barro, tapeando peteca ou “tecando” bolinhas de semente, como se fossem de gude. Mas elas também brincam de corrida, pega-pega e esconde-esconde. Durante outras atividades, as crianças ainda  se colocam em colunas, fileiras e rodas, nas quais simulam ser animais locais – como o gavião e a onça – ou se transformam em figuras mitológicas, tais como o curupira.

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Adaptado do texto “Povos e crianças indígenas”