Dê um basta no Baleia azul!

O malfadado jogo se assemelha ao monstro do lago Ness, pois a existência real de ambos apenas suscita debates entre leigos

Da Redação | Foto: geo.fr | Adaptação web Caroline Svitras

Embora poucos saibam, o Baleia Azul surgiu em 2015, devido a uma falsa notícia que circulou na internet, mas que foi divulgada com certo sensacionalismo por um veículo estatal na Rússia. A partir de então, o que era fake news produziu um efeito contagioso, principalmente entre as crianças e pré-adolescentes. Desde então, o que era considerado apenas um jogo para alguns, tornou-se motivo de preocupação para muitos.

 

Mas qual a relação entre o Baleia Azul e a banalização das ideias mórbidas e suicidas, sobretudo entre crianças e pré-adolescentes? De um modo geral, ambos são sintomas sociais graves, que têm como base a falta de esperança, de perspectiva de futuro, de atenção, de desamor, de valores éticos, de integração familiar, entre tantos outros fatores degradantes que se fazem presentes nos últimos tempos.

 

Tais aspectos merecem toda a atenção dos adultos, mas eles não começam e nem terminam com um simples jogo irreal, como também não dependem de setores que querem restringir as liberdades conquistadas pelos usuários da internet, graças ao Marco Civil que criou um ambiente legal de direitos e deveres, a partir de uma visão de que o mundo virtual tem que ser um espaço livre, aberto, descentralizado, criativo e neutro.

 

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Além disso, também não é preciso ser um especialista em transtornos psicológicos para perceber que ninguém se suicida somente por uma brincadeira. Crianças e pré-adolescentes que buscam esses e outros escapes semelhantes já sofrem com algum tipo de distúrbio e precisam ser tratados com ações de cuidado e saúde.

 

Em ambiente escolar, por exemplo, ao se perceber certos comportamentos inadequados, a única opção eficiente é conversar com os pais e explicar que, se antes a televisão era a babá eletrônica das crianças, hoje, são os tablets, smartphones e computares que as ocupam de forma interativa, por um longo tempo. Por conseguinte, elas acabam por se distanciar da própria família, isolando- se no mundo virtual que as acolhe sem cobranças.

 

Se tal fato não for compreendido em sua essência, essas mesmas crianças que praticamente já não saem da internet, tendem a se sentir rejeitadas e, aos poucos, ainda podem desenvolver outros sintomas que levam à baixa autoestima e até à depressão. Portanto, os pais devem prestar mais atenção, cuidar adequadamente e interagir com os filhos, até mesmo com a autoridade necessária para impor limites nos momentos certos. Caso contrário, sai de cena a Baleia Azul e entra qualquer outro bicho colorido, enquanto as famílias apenas vão assumindo tonalidades cada vez mais frias diante de seus próprios filhos que, por sua vez, continuarão a expor suas fraquezas na internet, abrindo, assim, várias possibilidades de serem manipulados por elas mesmas!

 

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Adaptado do texto “Dê um basta no Baleia azul!”