Som de raiz na educação

O trabalho com a arte sonora popular brasileira é um meio de interagir história e cultura ao aprendizado da música e promover um contato mais rico com essa expressão e com a dança

Da Redação | Fotos: 123RF | Adaptação web Isis Fonseca

Som raiz

Para Nereide Santa Rosa, arte-educadora e autora premiada de publicações didáticas e paradidáticas em Artes, a Arte sonora popular é rica fonte para se aprender elementos básicos da música e, ainda, trabalhar a expressão corporal.

É no folclore brasileiro que as crianças encontram brincadeiras cantadas, que promovem movimento, ritmo e ludicidade propícios para o contato com os próprios sentidos, com sua criatividade e com a cultura de seu povo. Cria-se, com elas, uma resposta emocional que em muito facilita o aprendizado de elementos simples da música e da dança.

“As cantigas de roda, por exemplo, têm grande valor educativo, pois favorecem diversos aspectos do desenvolvimento infantil, facilitando a interação e a inclusão social, a coordenação visomotora, a percepção visual, o raciocínio lógico e a linguagem oral”, explica Nereide. “Além dessas premissas, a roda cantada faz parte do universo cultural popular que deve ser preservado e mantido como referência social das comunidades”.

A valorização das odas cantadas difundidas na comunidade próxima à escola é importante recurso para que a criança desenvolva a autoestima e se identifique com sua própria realidade, além de interagir com o meio ambiente, recomenta, ainda, a educadora.

Tomando como referência as cantigas de roda e o carimbó, dança folclórica brasileira, Nereide sugere uma série de atividades que vão da apresentação de conteúdos diversos à prática rítmica ou melódica e ao registro visual.

Para ter acesso aos encaminhamentos de Nereide, garanta sua Revista Arte Educa – Ensino Fundamental Ed. 16. São diversas sugestões de atividades educativas com o passo a passo!