Jararaca com orgulho!

Projeto interdisciplinar reúne preservação ambiental, contação de história e fazer artístico em torno da biologia de serpentes

Da Redação | Fotos: Divulgação/ EMEI Machado de Assis | Adaptação web Isis Fonseca

Jararaca sim, como muito orgulho!

Quando participou do curso de Biologia e Evolução de Répteis promovido pelo Instituto Butantan, em São Paulo (SP), a professora Regina Butsher Cruz, da EMEI “Machado de Assis”, na região de Santo Amaro, zona Sul da capital paulista, não imaginou que sairia de lá com uma ideia de atividade interdisciplinar e muitos trabalhos a serem desenvolvidos com seus alunos. Mas foi o que aconteceu ao ter contato com o conteúdo apresentado em três dias de aulas e com o material paradidático oferecido em classe.

O livro Jararaca sim, com muito orgulho! (Ponto A, 2015), distribuído entre os educadores participantes da iniciativa, tornou-se o ponto de partida de um projeto que durou um mês junto à criançada, envolvendo diversas linguagens artísticas, ao mesmo tempo que disseminou informações sobre a biologia das serpentes e a importância de sua conservação.

A parceria com a educadora Daniela Sbolodeicov foi fundamental para que a proposta alcançasse todas as abordagens disciplinares pretendidas, sendo este um tema percebido pelas professoras como de extremo interesse e curiosidade dos pequenos.

Contando a história de um filhote de jararaca em crise existencial por não saber a sua espécie, e com muitas informações sobre a fisiologia das cobras, habitat, cadeia alimentar, prevenção de acidentes com esses animais, entre outros dados, a publicação orientou rodas de conversa e leitura, música; foi tema para a construção de maquetes com elementos naturais e esculturas em massa de modelar ou argila. Também deu vida a desenhos sobre a narrativa e a atividades sensoriais com o túnel de pano.

O ponto alto do projeto foi a construção de fantoche com materiais recicláveis (a jararaquinha do livro), que acompanhou a leitura sobre a jornada da cobrinha, que vai parar na Ilha da Queimada Grande (famosa Ilha das Cobras, em Itanhaém – SP), onde tem contato com uma espécie endêmica de jararaca (ilhoa) que a ajuda com suas dúvidas e questionamentos.

Considerando-se as adaptações necessárias, Regina acredita que as atividades desenvolvidas podem ser aplicadas tanto ao ensino infantil quanto às séries iniciais do ensino fundamental, isoladamente, ou em conjunto, no formato de projeto, tal como o desenvolveu.

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