Uma exposição diferenciada

Evento cultural vira experimento sensorial sobre o tempo para pais e filhos

Da Redação com colaboração de Giulia Beatrice | Fotos: Divulgação | Adaptação web Isis Fonseca

Exposição diferenciada

Buscar novas alternativas para que a linguagem dos jovens de hoje seja uma estratégia para o caminho da aprendizagem é essencial para uma melhoria na educação do país. “Estamos no século XXI, não tem como dar aula como se dava há dez anos”, diz Glaucia Brito, professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em Tecnologia na Educação. Para ela, a maioria das escolas está atrasada. Os jovens são outros e os professores precisam se transformar para seguir essa mudança.

O Colégio Beka, do bairro da Freguesia do Ó, em São Paulo (SP), buscando essa alternativa na metodologia, vem se reinventando com métodos de ensino-aprendizagem focados nas habilidades, competências e pensamento crítico, não só dentro das salas de aula, como também em eventos e projetos que ocorrem durante o ano todo, dando mais autonomia e consciência ao aluno, muitas vezes os surpreendendo com atividades diferenciadas.

Foi assim na Feira Cultural deste ano; um projeto completamente diferente, no qual o aluno aprendeu por meio de vivências prévias durante a aprendizagem do assunto abordado no evento e vivências durante a Feira junto ao seu familiar.

Já pensou sobre seu tempo livre?

Com essa reflexão se iniciou o evento, que fez pensar que não costumamos dar muito valor ao nosso ócio. Acredita-se que esse tempo, nos dias de hoje, é bem aproveitado quando se descansa das tarefas do trabalho. Mas a verdade é que o ócio é o tempo para liberdade de escolha. Ou seja, para pensar sem ser assediado pelo relógio: o tempo de Kairós (pela mitologia grega: o deus do tempo de qualidade).

Em contraponto, temos Chronos (pela mitologia grega: o deus do tempo quantificador), o que geralmente tem mais espaço em nossas vidas, pelo modo social que se vive hoje. Tudo é “para ontem”, de forma perfeita e com pressão.

Para se viver em equilíbrio, acredita-se que Chronos e Kairós precisam estar balanceados em nosso cotidiano. Kairós, assim como Chronos, necessita da nossa atenção da mesma maneira. Afinal, por que o tempo livre – muitas vezes para um hobby – não é levado a sério? Com base nesses dois tempos, ocorreu toda a tematização nos corredores; um deles com alunos representando o mundo Chronos, e outro com alunos representando Kairós.

Os espaços abrigavam seis vivências: Areia e o vento / Inspire e expire / Cantar, dançar e viver / Como é o tempo na escuridão / Natureza viva e Tempos sem fronteiras. Isso além de mais quatro vivências do infantil: Sala da pintura em guache / Sala do tato com os pés / Sala das cortinas e cama de gato e Sala da colagem e massinha. Todas as vivências conversavam entre si, mesmo sem ter a necessidade de passar por todas elas.

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