Atividade com a música

O trabalho com música pode ser realizado de forma natural e envolvente, em uma troca sincera entre professores e alunos

Por Faoze Chibli | Fotos Shutterstock | Adaptação web Isis Fonseca

Música

Além do desenvolvimento cognitivo, o ensino musical no cenário das vertentes artísticas proporciona o desenvolvimento cognitivo-social. Faz também com que o indivíduo interaja com seus pares, resgate significados de representações sonoras dos grupos sociais, compreenda a história e o contexto das ações dos produtores. É com tais convicções que a professora Nereide Santa Rosa desenvolveu uma sequência didática sobre o tema.

Uma série de atividades auxilia as crianças a perceber, compreender e experimentar com a música, de uma maneira guiada e voltada ao desenvolvimento dos pequenos nesse campo da arte. Qualquer um pode se beneficiar de uma introdução embasada para melhor experimentar o universo musical.

É isso que podemos observar no plano de aula “Musicalizando”, que mostraremos no espaço “colocando a mão na massa” pertinente a esta introdução, após os encaminhamentos que aparecem a seguir.

Encaminhamentos musicais

“A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas produzidas por ele e por seus colegas, pela natureza e pelas diferentes culturas”, citam os Parâmetros Curriculares Nacionais.

Na música, a apreciação se inicia levando o aluno a perceber os sons e suas combinações. A variedade de gêneros musicais oferecidos ao público faz com que os gostos musicais variem de acordo com a cultura do coletivo em sociedades diversas. Vozes dissonantes são apreciadas pelos africanos, e nos países orientais as vocalizações fazem parte do repertório musical dos povos indígenas de diferentes partes do mundo, os cantos líricos são apreciados em óperas europeias, e assim por diante.

O apreciador deve conhecer minimamente que existe um som musical, e que ele possui propriedades presentes em músicas de todas as culturas e paisagens sonoras, a saber, sons graves e agudos, altos e baixos, rápidos e longos, além de várias combinações rítmicas. Nosso ouvido deve se acostumar a essa variedade e, assim, a partir desse conhecimento, desenvolver a apreciação musical.

Devem ser avaliados em artes os graus de interesse e de envolvimento do aluno. É muito importante que a criança seja sempre elogiada em sua produção, para se sentir motivada a produzir sempre e, dessa forma, desenvolver sua capacidade criativa e expressiva. Esse desenvolvimento irá ocorrer naturalmente por meio da prática e da experiência adquiridas ao longo das atividades.

O professor deve ser um mediador perspicaz no momento da avaliação. É muito comum que aconteçam comparações entre as produções artísticas dos alunos e até mesmo comentários inadequados entre os próprios alunos, mas cabe ao professor orientá-los de tal maneira que respeitem cada produção para que também a sua seja respeitada.

Afinal, um aluno pode ter mais facilidade em trabalhar com música e outro pode ser mais criativo no desenho, e assim por diante. O importante é que todos se sintam motivados e incentivados a se expressar do seu jeito. Para atingir bons resultados, seguem alguns lembretes e sugestões:

  1. Leia o conteúdo e as atividades com antecedência.
  2. Solicite materiais com antecedência aos alunos, inclusive um caderno de desenho onde ele realizará suas produções visuais.
  3. Providencie equipamentos que possam ser compartilhados por todos os alunos para ouvir as gravações.
  4. Incentive a produção dos alunos, mostre caminhos, dê dicas. Se possível, faça a mesma atividade proposta aos alunos e demonstre as suas próprias dificuldades. Por exemplo, um professor não precisa ser um cantor superafinado ou um exímio desenhista, ou um perfeito dançarino.
  5. Compartilhe suas dificuldades com seus alunos e os incentive a se sentirem confortáveis na produção das atividades. Esse compartilhamento é uma interessante troca entre alunos e professor e desmistifica a arte ideal que tantos querem promover. Pelo contrário, transforma a arte em algo intimista, livre e expressivo, tal como é a sua função ao representar o ser humano em várias dimensões.

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Adaptado de Revista Arte Educa – Ensino Fundamental Ed. 09