Carimbo único

Alunos aprendem a criar texturas, utilizar formas e cores para a produção de uma imagem que pode ser transferida

Por Faoze Chibli | Foto Shutterstock | Adaptação web Isis Fonseca

Carimbo

A monotipia pode ser uma maneira de integrar os alunos em torno de uma experimentação técnica e artística nova. E não há necessidade de materiais sofisticados. Na verdade, este plano de aula alia o ensino desse tipo de impressão ao aproveitamento de materiais descartados na própria escola. A professora de Artes Isabella Chiavassa, do Colégio Concórdia, do grupo A Educacional, no bairro do Campo Limpo, zona Sul da cidade de São Paulo (SP), idealizou esta proposta depois de perceber que podia usar uma velha tabela periódica e dois azulejos, tudo fadado ao lixo, para ensinar monotipia às suas turmas.

O desenvolvimento dessa atividade levará os alunos a outros tipos de carimbos e maneiras de impressão de imagens. Como atividade introdutória, foi pensada para que os jovens pudessem absorver os conceitos iniciais dessas técnicas, de maneira a progredirem para outras experiências em torno de conceitos semelhantes. Muitas cores e ideias mantiveram as turmas envolvidas, com resultados interessantes, sobre os quais os alunos puderam debater no final.

Encaminhamento

1- A ideia deste plano de aula surgiu porque havia na escola uma grande placa plastificada, na verdade uma antiga tabela periódica descartada, e dois azulejos inutilizados. Assim, a professora elaborou uma forma de aproveitar esses materiais como suportes para monotipias. Ela encaixou a proposta em uma série de atividades que serão desenvolvidas futuramente. Foi uma introdução para um projeto que envolve vários tipos de carimbos e impressões de imagens.

2- Os temas contemplados foram pintura, carimbo e reprodução única. Por isso é importante pontuar para os alunos que a monotipia é um processo que permite apenas uma impressão. Quando produzimos uma imagem sobre uma placa, uma superfície lisa, de vidro, plástico ou outro material, ao colocar o papel sobre essa imagem, a tinta naturalmente sairá no papel. Para fazer outro desenho, é necessário limpar a placa e refazer completamente a imagem. Em outras palavras, é como o carimbo de uma pintura.

3- No caso dos azulejos, vale o mesmo procedimento. Nesta proposta, eles eram lisos, sem relevos ou texturas. Mas a professora explica que eles podem, sim, ter relevos ou texturas, o que irá influenciar no resultado do desenho. Diversos outros tipos de suportes laváveis podem ser apresentados, como vidro, espelho, acrílico ou placa plastificada. Também podem ser utilizados outros tipos de tinta, como a aquarela, para um trabalho mais delicado.

4- Para estimular os alunos e as interações, a professora lançou mão de alguns questionamentos: Quais são as texturas possíveis de serem criadas em uma placa lisa, diferentemente de uma pintura feita diretamente em um papel ou tela? Você já pensou em fazer uma pintura que se desmanchará, mas que, ainda assim, terá sua imagem carimbada? Também é muito importante notar que esse tipo de atividade exige organização e limpeza frequentes. É importante separar algumas flanelas e fazer combinado com os alunos para que eles mantenham os suportes limpos, de forma que seja possível produzir novas monotipias.

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Adaptado de Revista Arte Educa – Ensino Fundamental Ed. 09